Apresentação

Campina Grande – PB, 18 a 22 de outubro de 2021.

X Simpósio Nacional de Geografia da Saúde
Dimensões geográficas dos impactos e desafios das pandemias

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    Em dezembro de 2003 foi realizado em Presidente Prudente -SP o I Simpósio Nacional de Geografia da Saúde. Nesse primeiro encontro participaram cerca de 200 profissionais de todo o Brasil e alguns países da América Latina. Desde então oito outros simpósios foram realizados: em 2005 no Rio de Janeiro - RJ; 2007 na cidade de Curitiba - PR, 2009 em Uberlândia - MG, 2011 em Recife - PE, 2013 em São Luis - MA, 2015 em Brasília - DF, 2017 em Dourados - MS e em 2019 em Blumenau -   SC, com uma média de 250 participantes e a apresentação de 120 trabalhos. Desde a primeira edição o evento conta com significativa participação de pesquisadores estrangeiros, especialmente da Argentina, de Cuba, do México, de Portugal, da França, mais recentemente, do Canadá, da Austrália e de países da África.

    A partir de sua terceira edição o evento passou a ocorrer concomitantemente com o Fórum Internacional de Geografia da Saúde, o que ampliou e propiciou a participação de pesquisadores de outros países e continentes. Assim, dada sua abrangência e discussão temática, este simpósio e fórum bianual, denominado de Geosaúde, são reconhecidos por toda comunidade científica nacional e internacional, como é o caso da Comissão de Saúde e Ambiente da União Geográfica Internacional.

     Esses eventos se consolidaram, pois, ao longo das últimas duas décadas, observou-se a retomada do interesse pelo espaço geográfico na área da saúde, tanto como categoria de análise da distribuição espacial de agravos à saúde, quanto para o aperfeiçoamento dos sistemas de saúde. Este movimento tem como bases a renovação da Epidemiologia, que busca caracterizar os determinantes sociais e ambientais dos problemas de sáude; a preocupação com o desenvolvimento da promoção da saúde, compreendendo o território como estratégia de ação; e a necessidade de regionalizar os serviços e ações de saúde, entre outros fatores ligados à história recente da Saúde Coletiva.

     Por outro lado, a Geografia da Saúde, desde a sua origem, tem sido calcada na evidência dos problemas, permitindo a identificação de lugares e situações de risco, apoiando o planejamento territorial de ações de saúde e o desenvolvimento das atividades de prevenção e promoção de saúde para a promoção de políticas de saúde com maior eficácia. Um dos compromissos primordiais da Geografia da Saúde no Brasil é contribuir para a consolidação do SUS, diminuição das iniquidades em saúde e a redução das desigualdades sociais.

     A pandemia da Covid-19 (declarada como tal em 11 de março de 2020) fez surgir um momento diferenciado para parte do grupo que participa com mais frequência desse evento, pois com a criação de um grupo denominado "Força Tarefa de Geógrafos da Saúde" esse diálogo passou a ser mais frequente e o aprofundamento das questões da Geografia e da Saúde direcionaram naturalmente ao tema do X Simpósio Nacional de Geografia da Saúde: "Dimensões geográficas dos impactos e desafios das pandemias", a ser realizado entre 18 e 22 de outubro de 2021 tendo por base das reflexões sobre as consequências da pandemia da Covid-19 que estão refletidas de algum modo no espaço geográfico, bem como futuras pandemias que possam impactar a vida das pessoas.

      Ao contrário das edições anteriores, o X Geosaúde trará um elemento inovador devido as circunstâncias: será realizado remotamente e tem como principal objetivo analisar as consequências socioespaciais decorrentes da difusão da Covid-19. 

    

Comissões

Coordenação Geral

Profa. Dra. Martha Priscila Bezerra Pereira (UFCG)

Prof. Dr. Xisto Serafim de Santana de Souza Júnior (UFCG)

Prof. Dr. Raul Borges Guimarães (UNESP)

 

Comissão Organizadora

GERAL:

Prof. Dr. Adeir Archanjo da Mota (UFGD) - comunicação

Prof. Dr. Eduardo Augusto Werneck Ribeiro (IFC) – comissão científica

Profª. Drª. Natacha Cíntia Regina Aleixo (UEA) - associação

Me. Carlol Russo Simon (UNESP) – histórico 

 

LOCAL:

Prof. Dr Cidoval Morais de Souza (UEPB/ Ciências Sociais)

Prof. Dr Iranilson Buriti de Oliveira (UFCG/ Geografia)

Profª. Drª Kathleen Elane Leal Vasconcelos (UEPB/ Serviço Social)

Prof. Dr. Saulo Rios Mariz (UFCG/ Enfermagem e Medicina- CCBS)

Me. Kleiton Wagner da Silva Nogueira (UFCG/Ciências Sociais)

Gabriel Eloi Marinho Souto (UFCG – acadêmico de Geografia)

Comissão Científica

Prof. Dr. Adeir Archanjo da Mota (UFGD)

Profª. Drª. Alexsandra Bezerra da Rocha (UFCG)

Profª. Drª Ana Carolina Beceyro – Univ. de Cuyo – Argentina

Prof. Dr. Anselmo César Vasconcelos Bezerra (IFPE)

Prof. Dr. Christovam Barcellos (Fundação Oswaldo Cruz)

Prof. Dr. Eduardo Rodrigues Viana de Lima (UFPB)

profa. Dra. Eva Teixeira dos Santos (UFMS)

Profª. Drª. Flávia de Oliveira Santos (IFAP)

Prof. Dr. Francisco de Assis Mendonça (UFPR)

Profª. Drª. Helen da Costa Gurgel (UNB)

Prof. Dr. Iranilson Buriti de Oliveira (UFCG)

Prof. Dr. Isaque dos Santos Sousa (UEAM)

Prof. Dr. João Carlos de Oliveira (UFU)

Prof. Dr. José Roberto Machado (IFSC)

Profa. Dra. Kathleen Elane Leal Vasconcelos (UEPB)

Profª. Drª. Márcia Siqueira de Carvalho (UEL)

Profª. Drª. Maria Luiza Félix Marques Kede (UERJ)

Dra. Marina Jorge de Miranda (MS)

Profª. Drª. Martha Priscila Bezerra Pereira (UFCG)

Prof. Dr. Mauricio Monken (Fundação Oswaldo Cruz)

 

Prof. Dr. Miguel E. G. Castañeda (Univ. Guadalajara, México)

Profª. Drª. Natacha Cíntia Regina Aleixo (Universidade do Estado do Amazonas)

Profª. Drª. Natália Cristina Alves (IFSMG)

Profª. Drª. Paula C. A. Cadima Remoaldo (Univ. do Minho, Portugal)

Prof. Dr. Paulo Nuno Maia de Sousa Nossa (Universidade de Coimbra; Portugal)

Prof. Dr. Paulo Cesar Peiter (Fundação Oswaldo Cruz)

Prof. Dr. Rafael de Castro Catão (UFES)

Prof. Dr. Raul Borges Guimarães (UNESP)

Prof. Dr. Rivaldo Mauro de Faria (UFU)

Prof. Dr. Rodolfo Alves da Luz (UFT)

Profª. Drª. Rosiane Morais Torrezan (IFSP)

Prof. Dr. Saulo Rios Mariz (UFCG)

Prof. Dr. Samuel do Carmo Lima (UFU)

Prof. Dr. Umberto Catarino Pessoto (Instituto de Saúde/SP)

Prof. Dr. Xisto Serafim de S. de Souza Júnior (UFCG)

Profª. Drª. Zulimar Márita Ribeiro Rodrigues (UFMA)

Eixos temáticos 

Para alcançar esses objetivos e sua multiplicidade o evento se apresenta em cinco eixos temáticos e cinco oficinas. Os eixos do evento deverão manter suas bases temáticas de discussões, porém permeados pelo tema geral, a saber:

1.Dimensões históricas, teóricas e metodológicas da Geografia da Saúde

     A partir deste eixo pode-se dar continuidade às discussões realizadas em eventos anteriores, bem como refletir sobre questionamentos que vem norteando os debates atuais da Geografia da Saúde: o que a história nos ensina sobre as pandemias e como isso tem contribuído para a formação socioespacial? Há necessidade de novas teorias para a conjuntura que está se estruturando? Que metodologias e técnicas de pesquisa devem ser valorizadas e exploradas para se discutir a conjuntura atual? Que canais de discussão permanente podem ser estruturados?

2.Desafios e análises: uso das geotecnologias em saúde

    Entre os métodos e técnicas utilizados para realizar pesquisas e projetos relacionando a Geografia e a Saúde as geotecnologias têm sido destacadas como instrumento para entendimento da dinâmica espacial e de processos decisórios na área técnica. Entre os diversos questionamentos decorrentes dessa relação, o evento irá priorizar duas questões centrais: como as geotecnologias em saúde podem fornecer um aporte ainda mais consolidado para o estudo da difusão espacial e de situações de risco e vulnerabilidade? Como difundir esse conhecimento de maneira que tenhamos profissionais com formação suficiente para atuar em suas localidades, assim como na realização de estudos comparativos?

3.Políticas Públicas voltadas à saúde

    Neste eixo também tem sido realizadas várias discussões sobre as diversas políticas que podem contribuir para a melhoria das condições de vida da população. Contudo, na conjuntura atual temos algumas demandas a serem acrescentadas devido, entre outras questões, haver uma necessidade ainda maior de políticas públicas para atender à população no contexto de luta contra a diminuição do Estado. Diante desta situação, quais as possíveis táticas e estratégias devem ser ressaltadas para auxiliar a população mais vulnerável? Que tipos de ações devem ser priorizadas? Até que ponto o conhecimento geográfico pode auxiliar o processo de empoderamento das comunidades locais?

 

4.Território, ambiente e saúde 

     Esta tríade é clássica na área da saúde, que também foi largamente debatida na Geografia da Saúde em diversos estudos. Mas no momento atual, que territorialidades estão contribuindo para o ambiente e as condições de saúde que estamos vivenciando? A discussão acumulada pela área da Geopolítica poderia auxiliar a entender melhor este contexto?

 

5.Redes de solidariedade diante de crises

     Este é um eixo pensado para o contexto atual, uma vez que as crises se acirraram e foram ainda mais evidenciadas com a demonstração de uma taxa de letalidade maior em países ou localidades com ambientes e pessoas mais vulneráveis. Diante disso, quais as ações podem ser discutidas e colocadas em prática? Essas redes de solidariedade têm contribuído para a saúde mental? A pesquisa-ação pode ser uma metodologia importante de ser disseminada para o estudo destas situações? Que experiências exitosas poderiam ser apresentadas e analisadas? Em que medida elas podem ocorrer em outros contextos? Como formar essa rede de conhecimento solidário no fortalecimento de redes sociais locais?

 

6.Saberes tradicionais, práticas alternativas e alternatividades em saúde coletiva

      Neste eixo tem sido discutida a formação socioespacial das práticas, sua espacialização nos contextos municipais e estaduais, a legislação, dentre outros assuntos relacionados. Mas como esses saberes podem fornecer alguma resposta em relação à Covid-19 e outras pandemias? Quais os limites e potencialidades de cada arte de cura diante dos problemas de saúde coletiva? De que forma esses saberes têm sido utilizados no desenvolvimento de políticas públicas?

Objetivos e metas do evento

Analisar as consequências socioespaciais decorrentes da difusão da Covid-19 em todo o território nacional, considerando as pesquisas, ações de extensão e relatórios técnicos desenvolvidos por profissionais de diferentes áreas de forma a se consolidar uma visão mais caleidoscópica dos efeitos das pandemias nas dinâmicas de gestão e planejamento territorial das políticas de saúde pública.

Para se atingir estes objetivos, a comissão organizadora buscará atingir as seguintes metas:

  • Fortalecer os estudos da Geografia da Saúde no Brasil em suas diferentes dimensões;

  • Definir parâmetros para universalização das geotecnologias enquanto recurso técnico para o desenvolvimento de pesquisas em Geografia da Saúde;

  • Mapear as tendências da espacialização das pandemias a partir do diagnóstico das políticas públicas voltadas à saúde;

  • Fortalecer a rede de pesquisadores em Geografia da Saúde;

  • Promover espaços de debates e integração entre os conhecimentos dos saberes tradicionais, práticas alternativas e alternatividades em saúde com as políticas de saúde;

  • Realizar prognósticos que auxiliem nas redefinições das políticas de saúde em diversas escalas geográficas;

  • Fornecer as condições para criação da Associação de Geógrafos da Saúde.

Estrutura e Programação do Evento

            O X Simpósio Nacional de Geografia da Saúde será realizado entre os dias 18 e 21 de outubro de 2021. Devido as medidas de contingências para controle de difusão da Covid-19, o evento ocorrerá de forma híbrida seguindo os protocolos de biossegurança que estiverem em vigor no âmbito do Governo do Estado, Prefeitura Municipal de Campina Grande e Universidade Federal de Campina Grande. A natureza de cada atividade (presencial ou virtual) está descrita no detalhamento da programação do evento.

Trabalhos completos do X simpósio de geografia da Saúde

EIXO 1

EIXO 2

EIXO 3

EIXO 4  

EIXO 5